As quatro campanhas do blueprint estão veiculando: três no Meta, uma no Google. Este é o primeiro retrato — curto de propósito, porque nenhuma campanha completou o período de aprendizagem. Leituras e sugestões dependem de validação da gestão de contas.
Antes de subir um real, três coisas não existiam na conta: uma estratégia de funil, uma cadeia de medição que ligasse anúncio a paciente, e um CRM capaz de registrar o que acontece depois do clique.
Funil por temperatura, duas plataformas, R$ 200/dia. Cada etapa com público, criativo, destino e métrica próprios. Nomenclatura [LS] em todas as campanhas da nossa gestão, para separar do que a conta já tinha.
UTM padronizado com macros nas quatro campanhas, GTM como camada única de disparo, GA4 recebendo os eventos, Clarity gravando o comportamento na página e as APIs ligando plataforma e CRM.
Kommo reorganizado: etapas renomeadas para descrever o atendimento real, campos de origem preenchidos pelo UTM e a régua de follow-up estendida de 4 dias para 90.
| Camada | O que foi configurado | A pergunta que ela responde |
|---|---|---|
| Google Tag Manager | Contêiner publicado na landing page, com disparo de clique no WhatsApp, envio de formulário e visualização de página | Um só lugar para criar evento, sem mexer no site a cada mudança |
| GA4 | Propriedade recebendo os eventos do GTM, com os de fundo marcados como conversão | Quantas pessoas chegaram, de onde vieram e onde pararam na página |
| Microsoft Clarity | Mapas de calor e gravação de sessão na landing page | Por que a pessoa não clicou — a parte que o número não conta |
| Google Ads | Conta estruturada, tag de conversão instalada e objetivo “Contatos” importado | Quanto custa quem já digitou o procedimento no buscador |
| Pixel e API da Meta | Conjunto de dados vinculado às campanhas e eventos de conversão personalizados | Otimização por evento real, não por clique |
| UTM com macros | utm_source · utm_medium · utm_campaign · utm_term · utm_content | Qual anúncio, qual público e qual criativo geraram aquele card |
| CRM Kommo | Etapas renomeadas, campos de origem obrigatórios e cadência de 9 toques em 90 dias | O que aconteceu com o lead depois que a mídia entregou |
R$ 200 por dia, divididos exatamente como o alinhamento inicial propôs: 20% no frio, 60% no morno e 20% no quente. No Meta são três campanhas de R$ 40; os outros 40% do morno estão no Google, a R$ 80 por dia.
O morno é a etapa mais irrigada porque é onde a decisão de uma cirurgia amadurece — e é a única dividida entre duas plataformas: a Meta interrompe quem já conhece o Dr., a busca atende quem já decidiu o procedimento e está escolhendo o cirurgião.
| Etapa | Campanha | R$/dia | Gasto até aqui | Impressões | Resultado principal |
|---|---|---|---|---|---|
| Frio | [LS][01][FRIO][ENGAJ][VV] | 40 | R$ 37,21 | 10.389 | 3.120 ThruPlays |
| Morno | [LS][02][MORNO][TRAF][LP] | 40 | R$ 88,30 | 8.890 | 257 visualizações da LP |
| Morno | [LS][AUMENTO][DF] Google | 80 | R$ 635,39 | 3.670 | 31 contatos declarados |
| Quente | [LS][03][QUENTE][LEAD][WPP] | 40 | R$ 67,66 | 1.265 | 9 conversas declaradas |
| Total | — | 200 | R$ 828,56 | 24.214 | — |
As três campanhas do Meta acumulam R$ 193,17 — cerca de um dia e meio de veiculação no ritmo de R$ 120/dia. O Google está no ar desde 26/08, oito dias. Volume tão baixo não sustenta conclusão: sustenta acompanhamento.
Conteúdo educativo em vídeo, sem pedir clique nem consulta. Nomeia o sintoma ou o risco e explica em linguagem de paciente. Segmentação por geolocalização e demográfico em Brasília — sem interesse e sem semelhante.
CPM e custo por ThruPlay. Esta etapa não foi feita para converter: foi feita para construir o público de retenção de vídeo que as outras duas vão converter. Cobrar CAC dela é o erro mais comum em conta de ticket alto.
Os anúncios desta etapa são posts que já rodaram no perfil do Instagram. A regra é por anúncio, não por campanha: cada peça sai de veiculação quando atinge 10.000 visualizações, e outra entra no lugar.
A campanha soma 3.120 ThruPlays e 9.702 pessoas alcançadas, com frequência de 1,07 — quase ninguém viu o anúncio duas vezes, exatamente o que se espera de uma campanha fria recém-subida. O rodízio acontece conforme cada peça individual cruza as 10.000 visualizações.
Atenção está saindo muito barata nesta conta — o CPM de R$ 3,58 é cerca de um sexto do piso que projetamos, e o ThruPlay custa um centavo. Isso não é resultado comercial ainda; é matéria-prima. O que importa acompanhar aqui é o público de retenção crescendo, porque é ele que alimenta o morno.
Vídeo com CTA comercial, retomando a dúvida que trava a decisão: o que muda entre colocar prótese e só levantar a mama, quanto tempo de recuperação, o que esperar do resultado. Destino é a landing page do procedimento.
CPL e custo por visualização da página. A campanha está otimizada por visualização da página de destino, não por clique no link — a diferença importa, porque clique não garante que a pessoa chegou.
A visita à landing page está saindo a um quarto do piso projetado. CPM de R$ 9,93 e frequência de 1,14 indicam que o público morno ainda está longe de saturar. É a etapa mais bem posicionada do Meta neste momento — e é onde o Google, com os outros 40% da verba, trabalha em paralelo.
Vídeo com CTA direto para o WhatsApp: o que acontece na consulta, o que a paciente leva dali, o valor da avaliação. Fala com quem já viu o conteúdo ou já visitou a página — não com público novo.
Custo por conversa iniciada. É a única etapa que fecha, e a única cuja verba depende do desempenho das outras duas: o público quente só cresce se o frio e o morno alimentarem.
Volume ainda muito pequeno. São 1.265 impressões e 9 conversas. Nesse tamanho de amostra, o custo por conversa oscila muito de um dia para o outro — o R$ 7,52 é um indício favorável, não um número estável.
Há erros de anúncio sinalizados na campanha. O Gerenciador aponta erro em anúncio dentro desta campanha, o que limita a entrega. Sugerimos tratar isso antes de qualquer leitura de eficiência, porque parte da verba diária não está sendo entregue.
Esta é a ressalva mais importante do documento. Somados, Meta e Google declaram 40 contatos no período. O número que chega ao Kommo é menor — e isso não é erro de ninguém: é como a atribuição funciona.
| Causa | O que acontece na prática |
|---|---|
| Conversa iniciada não é lead | A Meta conta como resultado quem abriu a janela do WhatsApp e enviou a primeira mensagem — inclusive quem desiste antes de responder à triagem. Esse contato não vira card |
| “Contato” no Google é um evento de página | A conversão é disparada por clique no botão de WhatsApp na landing page. Se a pessoa clica e não envia mensagem, o Google conta e o CRM não |
| Janelas de atribuição diferentes | A Meta atribui em 7 dias de clique e 1 de visualização; o Google usa a própria janela. O CRM registra na data do card. Os três recortes nunca coincidem exatamente |
| Sobreposição entre plataformas | A mesma paciente pode ver o anúncio da Meta e depois buscar no Google. As duas contam a conversão; o CRM abre um card só |
| Campanhas em aprendizagem | Sem histórico de conversão, o algoritmo ainda entrega para perfil amplo. É o momento em que a proporção de contato que não vira card é maior |
| Cadeia de UTM recém-fechada | Cards abertos antes da padronização ficam sem origem. Conforme o UTM se consolida, a conciliação melhora sozinha |
Os valores por resultado apresentados aqui são custo por evento declarado pela plataforma — não custo por lead e muito menos custo por paciente. Chamar R$ 7,52 de “custo por lead” seria otimista e nos comprometeria com um número que o CRM não confirma.
A expectativa é que a distância entre os dois números diminua conforme as campanhas saem da fase de aprendizagem: com histórico de conversão, o algoritmo passa a buscar quem de fato conversa, e não apenas quem clica. Sugerimos que o custo por lead real só entre no painel quando a conciliação plataforma ↔ Kommo estiver fechada por um mês inteiro.
A campanha de Rede de Pesquisa subiu em 26 de agosto com R$ 80 por dia — os 40% do morno. São oito dias de dados, com o algoritmo de lances ainda calibrando.
A campanha usa Maximizar conversões, estratégia que precisa de volume acumulado para calibrar o lance. O Google considera o aprendizado concluído por volta de 30 conversões — a conta acabou de cruzar essa marca, com 31. O índice de qualidade só foi calculado em 4 das 43 palavras-chave, todas em 3/10, número típico de conta nova. Sugerimos não tomar decisão de corte ou de escala antes de 30 dias completos.
Barra proporcional à eficiência. O grupo que menos recebeu verba é o que melhor converte: mastopexia e mista somam 66% dos contatos com metade do custo — coerente com o CRM, onde mastopexia converte acima do volume que gera.
Foram 1.045 termos distintos em oito dias. Entre os que geraram clique, a maioria pergunta preço — “valor”, “quanto custa”, “quanto é”. Isso é intenção comercial madura, não curiosidade: três dos contatos vieram de termos com preço. Sugerimos manter esses termos e responder ao preço na página, em vez de negativá-los.
Nomes de concorrentes, instituição de terceiros e um procedimento fora do escopo mamário. Juntos consumiram R$ 13,21 sem contato. Volume pequeno agora, mas cresce com a verba.
Nove no nível da campanha, bloqueando procedimentos fora do foco:
E trinta e seis na lista compartilhada GERAL-AUMENTO, que separa curiosidade, formação e público sem poder de compra:
A lista bloqueia redução, redutora e explante de propósito: eles pertencem ao eixo REDUÇÃO, que responde por 27% das cirurgias do Dr. e merece campanha, criativo e página próprios — é a proposta do item 3 do plano.
Nenhuma delas depende de verba nova. Todas ficam pendentes de validação da gestão de contas antes de irem para execução.
Projeção mecânica: mantém os custos por evento apurados até aqui e aplica a verba mensal de R$ 6.000. Não é promessa — é a régua contra a qual o próximo fechamento vai ser lido.
| Etapa | Verba/mês | Custo apurado | Projeção/mês | Ressalva |
|---|---|---|---|---|
| Frio · Meta | R$ 1.200 | R$ 0,01 | ~100 mil ThruPlays | Custo tende a subir com a frequência; a faixa de referência vai até R$ 0,10 |
| Morno · Meta | R$ 1.200 | R$ 0,34 | ~3.500 visitas à LP | Mesma ressalva. A faixa projetada era 340 a 800 visitas por mês |
| Morno · Google | R$ 2.400 | R$ 20,50 | ~117 contatos | Custo sobe com a escala; a faixa de segurança vai até R$ 50 |
| Quente · Meta | R$ 1.200 | R$ 7,52 | ~160 conversas | Amostra de 9 conversas. É o número menos confiável da tabela |
| Total | R$ 6.000 | — | ~277 contatos | Contatos declarados pelas plataformas, não leads no CRM |
Um. Os custos vêm de amostras pequenas e de campanhas em aprendizagem — todos os quatro estão abaixo do piso das faixas projetadas, o que é bom sinal e improvável de se sustentar na escala.
Dois. A projeção é linear, e mídia não é linear: dobrar a verba raramente dobra o resultado, porque a frequência sobe antes do alcance.
Três. Ela para no contato declarado. Não projetamos consultas nem cirurgias — enquanto as etapas “consulta realizada” e “venda ganha” do Kommo não estiverem em uso e a conciliação com as plataformas não fechar, qualquer taxa de conversão seria ficção.
| Sinal a observar | Gatilho | O que sugerimos fazer |
|---|---|---|
| Visualizações de um anúncio frio | 10.000 | Trocar aquele criativo, mantendo o mesmo público e o mesmo orçamento |
| Custo por contato no Google | acima de R$ 50 | Revisar termos e correspondências antes de mexer em verba |
| Frequência do público quente | acima de 5 | Segurar a verba do quente e priorizar a ampliação do público pela retenção do frio |
| Conciliação plataforma ↔ Kommo | um mês fechado | Só então o custo por lead real entra no painel, substituindo o custo por evento declarado |